Resumo rápido
Mercados globais fecharam em ritmo misto: o dólar permaneceu estável, ações oscilaram e os rendimentos dos títulos americanos apresentaram movimentos relevantes na véspera da decisão do FOMC.
Destaques do dia:
- Índices americanos fecharam em direções distintas, com o Russell 2000 registrando tendência intraday em território de recorde, mas encerrando próximo de máximos históricos.
- O Tesouro dos EUA manteve negociações relevantes, com a venda de notas de 10 anos ocorrendo com yield elevado.
- O petróleo Brent estabilizou próximo de 58,25 dólares por barril.
- O Banco Central da Nova Zelândia sinalizou uma abordagem atualizada, mantendo a incerteza sobre o caminho da política.
- A prata atingiu novo recorde histórico, impulsionada por demanda industrial e oferta reduzida.
No mercado acionário dos EUA, o Dow e o S&P 500 recuaram, o NASDAQ avançou modestamente e o Russell 2000 disparou intraday, fechando próximo de recordes.
A decisão de juros do FOMC será anunciada amanhã às 14h (horário de Brasília), com expectativa de corte de 25 pontos-base para 3,75%. Também será divulgado o sumário das projeções, incluindo as estimativas para o fim de 2026, PIB, emprego e inflação medida pelo PCE.
No que diz respeito aos dados de empregos, o relatório de outubro do JOLTS mostrou abertura de vagas de 7,67 milhões, levemente acima de setembro (7,66 milhões). As contratações totalizaram 5,15 milhões, com uma taxa de contratação de cerca de 3,2%. A confiança dos trabalhadores caiu e a taxa de demissão diminuiu, sinalizando um mercado cauteloso.
Isso sugere que a demanda por mão de obra não caiu completamente, mas há um vácuo entre vagas anunciadas e preenchimento real. A leitura geral aponta para um mercado de trabalho hesitante, ainda que a demanda permaneça moderadamente positiva.
O relatório mensal de novembro não será divulgado até o dia 15 de dezembro, com novos dados adiados pela paralisação. Entre as novidades da semana, além da decisão do FOMC, estavam as expectativas sobre pedidos de auxílio ao desemprego.
Analistas destacam que há espaço para cortes adicionais, desde que os dados sustentem tal movimento, mantendo uma abordagem “dados permitem” e não política. Algumas autoridades sugeriram que o corte de juros pode ir além de 25 pontos-base.
O ouro atingiu novo patamar histórico; a prata também atingiu recorde, com o preço próximo de US$ 60,80 a onça e alvo seguinte em torno de US$ 63,12, segundo análises técnicas. O platina e o cobre também ganharam fôlego.
Em índices, o Dow caiu para 47.560,29 pontos (-0,3%), o S&P 500 recuou para 6.840,41 (-0,09%), o NASDAQ subiu para 23.576,49 (+0,13%) e o Russell 2000 avançou para 2.526,24 (+0,21%), com o fechamento histórico do Russell ainda distante de 2.531,15.
Seus investidores aguardam a decisão do FOMC, prevista para as 14h de amanhã, quando o Fed pode cortar as taxas para 3,75%, além da divulgação do comunicado com as projectiones. A coletiva de imprensa do chair também está agendada para 14h30.
Observação: as projeções de setembro indicavam um conjunto de números para o fim de 2026, incluindo uma taxa de fundos de aproximadamente 3,4%, PIB de 1,8%, desemprego de 4,4% e inflação PCE em 2,6% (com núcleo PCE em torno de 2,6%).