Resumo de FX nas Américas pela InvestingLive: ADP aponta emprego mais fraco do que o esperado em novembro

O dólar fechou em baixa frente às principais moedas, com o par USD/GBP sendo o movimento mais expressivo, e o dólar permaneceu mais fraco frente ao CAD, embora de forma contida (-0,12%).

Um panorama das variações diante das moedas fortes mostra EUR -0,38%, JPY -0,40%, GBP -1,04%, CHF -0,37%, CAD -0,12%, AUD -0,59% e NZD -0,66%.

A fraqueza observada no câmbio vem tanto de números de empregos do ADP para novembro quanto de sinais de arrefecimento da atividade nos setores produtivos. O ADP indicou uma leitura de empregos privados 32 mil menores do que o esperado, ante uma alta modesta prevista, com o mês anterior revisado para +47 mil. Houve fraqueza generalizada em bens (-19 mil) e serviços (-13 mil). Pequenas empresas sofreram com uma perda de 120 mil postos, marcando leituras negativas em seis dos últimos sete meses, enquanto médias e grandes empresas criaram 51 mil e 39 mil vagas, respectivamente. Detalhes setoriais mostraram firmeza em educação (+30 mil) e lazer/hotéis (+13 mil), contrastando com quedas em manufatura (-18 mil), informação (-20 mil) e serviços profissionais/empresariais (-26 mil). Os ganhos salariais apresentaram desaceleração: quem troca de emprego teve alta de 4,4% (abaixo de 4,5%), enquanto quem permanece no cargo desempenha 6,3% (abaixo de 6,7%). Em conjunto, o relatório aponta para um mercado de trabalho mais suave, especialmente entre pequenas empresas e setores cíclicos.

Em outros dados divulgados, o PMI ISM de serviços dos EUA ficou em 52,6 em novembro, ligeiramente acima da estimativa de 52,1, sinalizando expansão moderada no setor de serviços. A atividade empresarial avançou para 54,5 e o emprego subiu para 48,9, o melhor desde maio, ainda abaixo da linha neutra de 50. Pedidos, por sua vez, recuaram para 52,9, o menor desde setembro, e os preços pagos caíram para 65,4, sugerindo arrefecimento nas pressões inflacionárias de insumos. Demais componentes mostraram estabilização com acúmulo de pedidos, encomendas de exportação e importações melhorando frente ao mês anterior. Comentários dos respondentes ressaltaram incerteza tarifária, condições econômicas mistas, margens pressionadas, custos de vida e demanda desigual por setores, ainda que haja bolsões de otimismo com a estabilização das cadeias de suprimentos e alguns segmentos encerrando o ano com atividade sólida.

A produção industrial dos EUA em setembro subiu 0,1%, confirmando uma melhoria modesta, embora revisões para baixo de meses anteriores indiquem uma base mais fraca. A utilização da capacidade ficou em 75,9%, bem abaixo do esperado de 77,3%, evidenciando ociosidade na indústria, apesar de o indicador de produção agregado ter se mantido estável. Analisando o quadro, a produção industrial cresceu a 1,1% ao ano no terceiro trimestre, mas as revisões para agosto indicam menor vigor no início do outono. Em resumo, o relatório aponta desempenho misto: leve crescimento em setembro, com dados históricos mais fracos e uso ainda ocioso da capacidade de manufatura.

Os principais índices acionários fecharam em leve alta, liderados pelo Dow Jones com ganho de cerca de 0,8%. O S&P 500 avançou 0,3% e o Nasdaq subiu aproximadamente 0,17%.

No mercado de dívida dos EUA, os rendimentos recuaram em reação ao relatório ADP mais fraco: 2 anos em 3,485%, 5 anos em 3,629%, 10 anos em 4,063% e 30 anos em 4,728%.

O petróleo bruto subiu cerca de US$ 0,50, para US$ 59,11 por barril, enquanto o ouro avançou US$ 3,60, para US$ 4.209,37 a onça. Esses movimentos mantêm o foco dos mercados nas próximas leituras de emprego e nas decisões de política monetária, com dados de inflação e emprego moldando as expectativas para o curto prazo.