INR: RBI restringe NDFs enquanto ventos estruturais persistem, aponta Societe Generale

Analistas do Societe Generale observam que o RBI proibiu bancos de oferecer INR NDFs a clientes residentes e não residentes para reduzir a especulação, mas as perspectivas da rupia continuam estruturais. A sinalização aponta para saídas de FPIs, choques no petróleo e desaceleração do crescimento interno como principais fatores de pressão, com a curva de juros de 10 anos aproximando-se de 7,20% a 7,25%.

Medidas vistas como remendo em questões mais profundas

Segundo a avaliação, o RBI adotou novas medidas para limitar operações especulativas envolvendo a moeda, incluindo a proibição de NDFs INR para clientes residentes e não residentes, uma espécie de paliativo técnico, na visão dos analistas.

As pressões adversas para a rupia permanecem estruturais e ligadas a saídas persistentes de FPIs, a dinâmica de choques de petróleo e ao arrefecimento do crescimento interno, não apenas à especulação.

Os rendimentos de referência no mercado de bonds também recuaram, com o juro de 10 anos do IGB subindo cerca de 3bp para 7,07%. Os traders locais ajustam-se para uma extensão do movimento, mirando 7,20%–7,25%, refletindo o arrefecimento do apetite de FPIs.

A comparação entre FY26 e FY25 reforça a ideia de mudança estrutural: a demanda de FPIs por bonds do governo de rota FAR caiu para cerca de ₹35,46 bilhões, frente ₹2,31 trilhões em FY25, quando a inclusão no índice gerou grande front-loading. Março registrou saída de ₹176,86 bilhões em dívida de FPIs, com temores de choque no petróleo reacendendo preocupações com o deslizamento fiscal e estreitando ainda mais o spread IGB-UST.

Apesar de o RBI já ter atuado para conter posições de câmbio especulativas por bancos e instituições financeiras, o mercado se mostra cada vez mais atento à possibilidade de uma mudança para uma postura mais hawkish já na próxima semana, especialmente diante de riscos de política impostos pelo conflito no Oriente Médio.