Inflação ao Consumidor em Tóquio sobe para 1,5% em abril, mas núcleo fica abaixo do esperado

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de Tóquio subiu 1,5% em abril ante 1,4% em março, segundo dados do Statistics Bureau of Japan divulgados nesta sexta-feira.

O núcleo do CPI de Tóquio, que exclui alimentos frescos, ficou em 1,5% em abril, abaixo da expectativa de 1,8% e do dado anterior de 1,7%. Já o CPI de Tóquio que exclui alimentos frescos e energia ficou em 1,5% em abril, ante 1,7% no mês anterior.

O par USD/JPY caiu 2,32% no dia, para 156,171, reagindo aos dados do CPI de Tóquio.

Perguntas Frequentes sobre Inflação

O que é inflação?

Inflação mede a alta no preço de uma cesta representativa de bens e serviços. A inflação cheia é geralmente expressa como variação percentual mensal (mês a mês) e anual (ano a ano). A inflação núcleo exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia, que podem oscilar por fatores geopolíticos e sazonais. A inflação núcleo é o foco dos economistas e a meta dos bancos centrais, que buscam mantê-la em nível administrável, geralmente em torno de 2%.

O que é o Índice de Preços ao Consumidor (CPI)?

O CPI mede a variação nos preços de uma cesta de bens e serviços ao longo do tempo. Geralmente é expresso como variação percentual mensal e anual. O CPI núcleo é a meta dos bancos centrais, pois exclui itens voláteis como alimentos e energia. Quando o CPI núcleo sobe acima de 2%, geralmente leva a taxas de juros mais altas, e vice-versa quando cai abaixo de 2%. Como juros mais altos são positivos para uma moeda, inflação mais alta geralmente resulta em moeda mais forte. O oposto ocorre quando a inflação cai.

Qual o impacto da inflação no câmbio?

Embora pareça contraintuitivo, inflação alta em um país valoriza sua moeda, e vice-versa para inflação baixa. Isso porque o banco central geralmente eleva os juros para combater a inflação alta, atraindo mais fluxos de capital global de investidores em busca de um local lucrativo para alocar seus recursos.

Como a inflação influencia o preço do Ouro?

Antigamente, o Ouro era o ativo para o qual investidores recorriam em tempos de inflação alta, pois preservava seu valor. Embora investidores ainda comprem Ouro como porto seguro em momentos de turbulência extrema, isso não é o caso na maioria das vezes. Isso porque, quando a inflação está alta, os bancos centrais elevam os juros para combatê-la. Juros mais altos são negativos para o Ouro, pois aumentam o custo de oportunidade de manter o metal em relação a um ativo que rende juros ou a uma conta de depósito. Por outro lado, inflação mais baixa tende a ser positiva para o Ouro, pois reduz os juros, tornando o metal brilhante uma alternativa de investimento mais viável.