Outubro: índice ISM de manufatura dos EUA fica em 48,7 ante 49,5 previsto

O índice ISM de manufatura dos EUA referente a outubro ficou em 48,7 pontos, abaixo da leitura esperada de 49,5. O resultado anterior foi 49,1.

  • Anterior: 49,1
  • Preços pagos: 58,0 frente a 61,5 esperado (anterior 61,9)
  • Emprego: 46,0 frente a 45,3 anterior
  • Novo pedidos: 49,4 frente a 48,9 anterior
  • Importações: 45,4 frente a 44,7 anterior
  • Produção: 48,2 frente a 51,0 anterior

Os mercados de ações norte-americanos abriram em alta, mas o S&P 500 ficou essencialmente estável pouco antes da divulgação. Também houve uma leve pressão no USD/JPY antes do anúncio e, em seguida, com variações contidas de cerca de 15 pips.

Comentários no relatório:

  • Os negócios seguem desafiadores, com clientes cancelando e reduzindo pedidos devido à incerteza econômica global e às mudanças constantes na política tarifária.
  • A demanda interna por produtos acabados caiu, resultando em manufatura mais lenta e maior estoque de matérias-primas.
  • De modo geral, as operações enfrentam aperto financeiro, com crédito mais restrito e incerteza geopolítica ampliando o risco; até setores médicos sentem a pressão.
  • As vendas continuam abaixo do esperado nas divisões automotiva OEM e industrial; aeroespacial e aftermarket automotivo são as únicas áreas com desempenho ligeiramente superior ao orçamento. O terceiro mês com resultados inferiores ao esperado levanta dúvidas sobre o restante do ano, com previsão de vendas abaixo de 2024.
  • Tarifas têm grande impacto nos negócios; importações dificultam a produção local, elevando preços em vários itens. O desafio é acompanhar as oscilações e repassar parte dos custos aos clientes.
  • O mercado de veículos comerciais permanece deprimido, com clientes adiando compras. Incertezas de preço e demanda de transporte seguem em foco; políticas comerciais e ações da China afetam as cadeias de suprimentos, com nova rodada de tarifas prevista para começar em 1º de novembro.
  • A guerra tarifária diminuiu a demanda e os preços em mercados agrícolas de exportação, impactando a renda dos produtores e investimentos em novos equipamentos.
  • A incerteza tarifária continua gerando volatilidade em preços e custos futuros; importar costuma ser mais atrativo que produzir no país, e tarifas sobre equipamentos de produção dificultam ampliar a capacidade.
  • A volatilidade em alguns mercados de commodities sensíveis diminuiu graças a melhores condições climáticas e pressões de queda nos preços; tarifas continuam difíceis de quantificar e gerenciar no dia a dia.
  • A preocupação com as tarifas afeta os negócios; encargos de pedidos caem em várias divisões e as expectativas financeiras para 2025 foram revisadas para baixo.