O índice do dólar americano (DXY), que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas, recuou do pico deste ano atingido na sessão asiática desta terça-feira, encerrando uma sequência de ganhos de cinco dias. No entanto, não houve confirmação de uma virada forte de baixa, com o índice operando na faixa em torno de 100,40-100,45 e apresentando queda inferior a 0,1% no dia.
O Wall Street Journal informou na segunda-feira que, mesmo com o estreito de Hormuz ainda amplamente fechado, o presidente dos EUA estaria disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã. Essas manchetes alimentaram uma mudança no sentimento de risco global, o que tende a pressionar o dólar como ativo de segurança. Além disso, a correção nos preços do petróleo ameniza receios inflacionários e ajuda a manter os rendimentos dos Treasuries sob pressão, pesando sobre o verde.
Por outro lado, Trump lançou uma advertência dura de que os ataques ao setor energético iraniano poderiam ocorrer caso um acordo não seja fechado em breve e o estreito de Hormuz não seja reaberto rapidamente ao tráfego comercial. O Irã, por sua vez, sinalizou relutância em negociações diretas, o que dificulta avanços diplomáticos.
Essa conjuntura deve sustentar o impulso de petróleo, mantendo sob revisão as expectativas de inflação e de possível alta de juros pelo Federal Reserve. Mesmo com um viés mais firme no cenário de política monetária, o dólar pode não recuar com folga a curto prazo, exigindo cautela antes de confirmar o topo para o índice.
Agora, traders passam a monitorar dados econômicos dos EUA, como as vagas de JOLTS e o Índice de Confiança do Consumidor da Conference Board, para obter novos impulsos durante a sessão na América do Norte.
