Visão geral O DXY, que mede a força do dólar diante de uma cesta de moedas, voltou a subir após a queda de ontem, alcançando a faixa próxima de 99,3 pontos durante a sessão asiática desta terça-feira. O cenário macro sugere suporte aos compradores de USD.
Fatores que sustentam o dólar
Comentários do hoje dia sobre negociações com o Irã abriram espaço para otimismo inicial, mas esse impulso se manteve apenas momentaneamente, já que o Irã negou ter conversado com os EUA para encerrar o conflito no Golfo.
Relatórios sobre ataques à infraestrutura de gás iraniana aumentaram o risco de nova escalada nas tensões, estimulando a aversão a risco global e fortalecendo o papel do dólar como moeda de reserva.
Implicações de energia e expectativas de Política
Informações da agência semi-oficial Fars indicam ataques a um escritório de uma empresa de gás e a uma estação de redução de pressão em Isfahan, além de um possível ataque a um gasoduto que alimenta uma usina em Khorramshahr. A interrupção do comércio de energia, com o Estrito de Hormuz sob pressão, sustenta as cotações da Commodities, incluindo o petróleo.
Esses acontecimentos alimentam temores inflacionários e reforçam as expectativas de política mais hawkish por parte da Federal Reserve, apoiando o USD.
Na prática, a ferramenta FedWatch da CME Group aponta poucas ou nenhuma chance de cortes de juros até o fim do ano. O cenário também leva a um leve aumento nos rendimentos dos Treasuries, contribuindo para o viés de alta do DXY.
Com os investidores de olho na divulgação dos PMIs globais de surpresa (flash PMIs) para algum impulso adicional, o par USD é visto no radar de próximos movimentos de curto prazo.
Notas de mercado
- O dólar tem mostrado resiliência mesmo diante de pressões geopolíticas, com foco na busca por ativos de refúgio seguro.
- A evolução das tensões no Oriente Médio continua a ser um catalisador para o movimento de curto prazo do dólar.

