Resumo executivo: A Índia enfrenta vulnerabilidades macro ligadas à energia, com consequências para o consumo e o equilíbrio externo, em meio a incertezas no fornecimento. A crise no Irã expõe fragilidades de dependência e de rotas de importação.
Energia importada e resposta de políticas
Quatro semanas após o início do conflito, a incerteza é constante. A Índia sente os impactos, com efeitos sobre a segurança energética, logística de comércio, estabilidade de preços e contas externas.
Apesar de a intensidade de óleo do PIB estar em queda e o déficit comercial com petróleo relativamente contido, a dependência acentuada de energia importada deixa o país vulnerável a interrupções.
O conflito ressalta os riscos de rota através do Estreito de Hormuz e do Mar Vermelho, agravando as preocupações com a concentração de fornecedores.
Os efeitos se multiplicam, já que petróleo e gás influenciam grande parte do consumo — eletricidade, plásticos, fertilizantes, produtos químicos e mais.
Abordagem recomendada: tratar a inflação como transitória, encerrar o ciclo de flexibilização monetária mantendo liquidez suficiente, e aplicar medidas fiscais direcionadas para limitar o repasse de preços e apoiar famílias vulneráveis, com possível transferência de dividendos do RBI para facilitar o espaço fiscal.