Resumo: Economistas da ING observam que a nova maioria liderada pela Tisza reduz a incerteza de curto prazo sobre políticas e aumenta as expectativas de reformas institucionais, melhoria nas relações com a UE e maior credibilidade fiscal. O governo pode enfrentar atrasos no recebimento de fundos europeus e será necessário reajustar o orçamento diante de mudanças no cenário macro.
Nova etapa, reconstrução fiscal e a opção euro
Do ponto de vista macro, o principal é que o mandato para mudança de regime mostrou-se mais forte do que o esperado, reduzindo a incerteza imediata e acelerando o processo de reparos institucionais, relações com a UE e credibilidade fiscal.
Embora haja expectativa generalizada de que o governo húngaro resolva rapidamente as questões ligadas aos fundos da UE, a realidade pode exigir mais tempo.
O orçamento nacional também sofre pressão para ser reestruturado, já que o cenário macroeconômico subjacente mudou significativamente.
Em termos fiscais, este ano deverá ser dedicado a desmontar estruturas herdadas de orçamento e políticas econômicas, o que pode resultar em métricas fiscais mais fracas no curto prazo.
Por fim, o governo pode estabelecer uma data-alvo para a adoção do euro, traçando um caminho para alcançá-la, que pode ser ajustado mais tarde.