Hungria: eleição é vista como decisiva para a trajetória da UE, segundo Danske Bank

Um relatório da equipe de pesquisa da Danske ressalta que a eleição na Hungria neste domingo pode moldar a política da União Europeia nos próximos anos. O opositor Péter Magyar está à frente nas pesquisas de voto, com a sua coalizão Tisza defendendo a recuperação de laços com a UE e com a OTAN e a entrada na área do euro até 2030, embora compartilhe várias posições centrais de Orbán sobre a Rússia e a Ucrânia.

O desafio a Orbán pode redefinir relações com a UE

Neste domingo, a eleição húngara pode ser decisiva para os desdobramentos políticos da União Europeia nos próximos anos.

O primeiro-ministro Viktor Orbán corre o risco de perder para Péter Magyar, cujos apoiadores indicam uma vantagem de 48% frente a 39% de Orbán, de acordo com as pesquisas.

Ao longo dos anos, Orbán tornou-se uma figura controversa em Bruxelas, sendo criticado por enfraquecer o estado de direito e por dificultar a sanção da UE contra a Rússia após a invasão na Ucrânia.

Magyar, ex-aliado de Orbán, tem feito campanha para restaurar laços com a UE e a OTAN, reforçar o respeito ao estado de direito e pleitear a entrada da Hungria na área do euro até 2030.

Contudo, sua plataforma não sinaliza uma ruptura abrupta com a abordagem de Orbán, mantendo várias posições centrais e não defendendo o corte imediato das relações com a Rússia nem o envio de ajuda militar à Ucrânia.