O HSBC Asset Management destacou que as próximas reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed), do Banco Central Europeu (BCE) e do Bank of England (BoE) dificilmente resultarão em alterações nas taxas de juros. No entanto, o mercado estará atento ao guidance sobre inflação e crescimento econômico.
As ações globais registraram quedas modestas recentemente, impulsionadas pela recuperação dos preços do petróleo e pelo avanço nos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos EUA. O relatório enfatiza que, apesar dos choques geopolíticos, a volatilidade do mercado acionário em 2026 permanece em níveis historicamente normais.
Bancos centrais, yields e oscilações no equity
“As reuniões desta semana do Fed, BCE e BoE provavelmente passarão sem movimentos de política. Mas, com o cenário ainda incerto, os investidores ouvirão atentamente as pistas sobre como os formuladores de política estão pesando os riscos de inflação e crescimento, embora os bancos centrais devam tentar manter suas opções abertas”, afirma a instituição.
No mercado de capitais, o S&P 500 recuou de suas máximas, apesar dos resultados sólidos do primeiro trimestre nos EUA e do otimismo contínuo com Inteligência Artificial (IA). No Japão, o Nikkei 225 também atingiu recordes, liderado pelo setor de tecnologia.
Embora o sentimento de mercado pareça caótico em 2026, o HSBC observa que a volatilidade das ações está, na verdade, dentro da normalidade. Atualmente, a volatilidade global situa-se na casa dos 15% (mid-teens), patamar considerado padrão para o mercado acionário.
Em suma, o banco reforça que a volatilidade é o “preço da entrada” em 2026. Para o investidor, manter a disciplina, a diversificação e evitar armadilhas comportamentais continua sendo a principal vantagem competitiva.


