GPIF, o maior fundo de pensão do mundo, iniciou a seleção de fundos de ativos alternativos domésticos por conta própria pela primeira vez, deixando de depender apenas de gestores externos. O aporte será de ¥50 bilhões (aprox. US$ 340 milhões), com ¥40 bilhões destinados a infraestrutura, como data centers, e ¥10 bilhões para imóveis.
Apesar de representar uma fração dos ativos totais, estimados em cerca de ¥260 trilhões, essa mudança amplia a supervisão sobre a carteira e marca um passo na diversificação rumo a ativos de maior retorno, menos dependentes de oscilações do mercado de ações e títulos.
Ativos alternativos trazem riscos como baixa liquidez e exposição a ciclos de imóveis e infraestrutura, mas vêm ganhando espaço entre investidores institucionais globais. O GPIF mantém um teto de 5% para esses investimentos, com a exposição atual em torno de 1,6%.
A entrada direta em fundos alternativos japoneses evidencia demanda crescente por rendimentos em ativos reais. Embora os montantes sejam modestos frente ao tamanho do fundo, essa movimentação pode impulsionar os mercados domésticos de infraestrutura e imobiliário, além de sinalizar que investidores institucionais do Japão estão caminhando para alinhar-se aos pares globais em alocações alternativas.