Resumo: Goldman Sachs prevê que o saldo de empregos não agrícolas nos EUA cairá pela primeira vez desde 2020, à medida que o mercado de trabalho esfria.
Os economistas da instituição estimam uma queda de cerca de 50 mil vagas em outubro, em contraste com o ganho de 85 mil observados em setembro, destacando o resfriamento do emprego privado e um ajuste técnico relacionado a remoções de funcionários do governo.
Um fator adicional é o programa que adiou desligamentos de funcionários federais, mantendo-os na folha até 30 de setembro, o que deve reduzir o número de empregos relatados em outubro em cerca de 100 mil posições, de acordo com o relatório.
A instituição também aponta que a queda decorre tanto do arrefecimento do setor privado quanto de um ajuste técnico, já que as desligamentos adiados passaram a ser contabilizados com atraso. O último grande recuo nas folhas de pagamento ocorreu em 2020, durante a crise pandêmica.
Os dados oficiais de empregos para setembro e outubro ainda estão atrasados por conta do recente fechamento do governo, deixando o mercado depender de estimativas privadas e indicadores de alta frequência para medir o ritmo real de arrefecimento do mercado de trabalho.
Com a divulgação dos números oficiais suspensa, qualquer leitura pior que a esperada reforça sinais de amolecimento das condições de emprego e pode embalar a ideia de cortes adicionais de juros pelo Fed, caso os dados se confirme quando os dados oficiais retomarem.