O par GBP/USD apresentou pouca variação nesta quarta-feira, consolidando-se em torno de 1.3510 após uma sessão volátil. O preço oscilou entre a máxima de 1.3540 durante o horário de Londres e mínimas de 1.3490, mantendo-se dentro de um intervalo de 65 pips que sinaliza incerteza em ambas as direções.
Os dados de inflação do Reino Unido foram o destaque do dia. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) cheio subiu 0,7% no mês de março, superando levemente o consenso de 0,6%. No entanto, o núcleo do CPI (core) desacelerou para 3,1% na comparação anual, ante 3,2% esperado, o que moderou as expectativas de uma postura mais agressiva (hawkish) por parte do Banco da Inglaterra (BoE).
Calendário econômico e PMIs
A agenda britânica segue carregada. Na quinta-feira, as atenções se voltam para as prévias do PMI (Índice de Gerentes de Compras), com projeções indicando contração nos setores de Manufatura (49,9) e Composto (49,8). Na sexta-feira, as vendas no varejo do Reino Unido devem registrar uma leve recuperação de 0,2% MoM.
Do lado americano, o mercado aguarda os PMIs de serviços e manufatura, além dos pedidos de auxílio-desemprego. O sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e as expectativas de inflação encerram a semana, enquanto o Dólar Americano (USD) permanece ancorado por tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz e pela valorização do petróleo.
Análise Técnica: GBP/USD
No gráfico de 15 minutos, o par exibe um viés levemente baixista no curto prazo, negociado abaixo da abertura do dia em 1.3517, que agora atua como resistência imediata. O RSI Estocástico recuou para níveis próximos a 40, sugerindo perda de momentum de alta.
Já no gráfico diário, o cenário é mais construtivo. O GBP/USD sustenta-se acima das médias móveis exponenciais (EMAs) de 50 e 200 dias, localizadas em 1.3427 e 1.3357, respectivamente. Contudo, o RSI Estocástico em 87 indica uma condição de sobrecompra, alertando para a possibilidade de uma pausa corretiva ou consolidação antes de qualquer tentativa de extensão da tendência de alta.

