Dólar recua com investidores em compasso de espera por ‘super semana’ dos bancos centrais e tensões no Irã

O mercado de câmbio inicia a semana sob cautela, com o Índice Dólar (DXY) orbitando a região dos 98.50. O movimento reflete o posicionamento de traders para uma sequência de reuniões de política monetária de peso: Federal Reserve (Fed), Banco Central Europeu (BCE), Banco do Japão (BoJ) e Banco da Inglaterra (BoE) devem manter suas taxas inalteradas, mas o foco total recai sobre o forward guidance.

No front geopolítico, as atenções se voltam para o Irã. O Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, indicou que Teerã avalia uma proposta de negociação do presidente Donald Trump. Embora o tom diplomático tenha tido uma leve melhora, as interrupções no Estreito de Ormuz continuam a pressionar os preços do Petróleo, limitando o apetite por risco global.

Panorama dos Principais Pares de Moedas

  • EUR/USD: O par opera próximo de 1.1720. O mercado aguarda a coletiva de Christine Lagarde, buscando sinais de resistência contra cortes prematuros de juros diante da alta nos custos de energia.
  • GBP/USD: Negociado em torno de 1.3530, a libra encontra suporte na fraqueza do dólar, mas a cautela pré-BoE limita ganhos expressivos.
  • USD/JPY: O iene se fortaleceu, levando o par para a zona de 159.40. A expectativa é de um hawkish hold pelo BoJ, mantendo a taxa em 0.75% com sinalização de novos apertos no futuro.
  • AUD/USD: O Aussie avançou para 0.7190, beneficiado pelo recuo do dólar americano em meio ao impasse nas negociações no Oriente Médio.

Commodities: Ouro e Petróleo

O WTI segue firme perto de $96.40 por barril, impulsionado por gargalos na oferta e incertezas sobre o diálogo EUA-Irã. Já o Ouro (XAU/USD) é negociado próximo a $4,683 a onça; o metal precioso sofre pressão da tese de juros altos por mais tempo (higher for longer) nos EUA, o que reduz sua atratividade antes da decisão do Fed.

Agenda Econômica em Destaque

A terça-feira, 28 de abril, será marcada pela decisão de juros e relatório de projeções do BoJ, além de dados de confiança do consumidor e variação de empregos ADP nos Estados Unidos, que servirão de termômetro para a decisão do FOMC na quarta-feira.