Na sessão asiática, uma notícia chamou a atenção: o Banco da Nova Zelândia surpreendeu ao cortar a taxa básica de juros em 50 pontos-base, levando o cash rate a 2,50%, o menor desde três anos. O mercado esperava apenas 25 bp e mensagens futuras deixaram espaço para mais easing, refletindo preocupação com o ritmo da economia. O kiwi caiu, enquanto o AUD/NZD atingiu a maior cotação em três anos.
O ouro continuou a subir, rompendo a marca de US$ 4.000 por onça, suportado por uma sinalização de demanda por ativos de proteção em meio a dúvidas sobre o impulso fiscal nos EUA. O risco geopolítico e a incerteza macro contribuíram para o movimento de preços.
O iene ficou mais fraco, com o USD/JPY acima de 152,50, ampliando a pressão sobre a moeda japonesa frente ao dólar.
No Japão, a LDP adiou a sessão extraordinária da Dieta para 20 de outubro ou posteriormente, após impasse com o Komeito e a nova liderança do partido, aumentando a incerteza sobre a agenda de reformas neste momento.
O dólar americano ganhou impulso de forma ampla, pressionando o euro, a libra, o AUD, o CAD e o franco suíço.
Mercados Asia-Pacífico — ações:
- Japão (Nikkei 225): -0,06%
- Hong Kong (Hang Seng): -1,04%
- Xangai (componente): encerrado por Golden Week; os mercados reabrem amanhã
- Austrália (S&P/ASX 200): 0%
Notícias adicionais destacaram o cenário com a imprensa destacando o tom do Fed e a ata da última reunião, com expectativas de próximos passos em política monetária. O conjunto de indicações sugere que o aperto monetário pode permanecer eventual, com foco na evolução da inflação e do crescimento global.