Futuros do Dow Jones mantêm-se estáveis, com uma leve alta de 0,06% negociados perto de 53.440 pontos durante o pregão europeu desta quarta-feira, após uma terceira sessão consecutiva de perdas. Enquanto isso, os futuros do S&P 500 permanecem próximos de 7.710 pontos, e os futuros do Nasdaq 100 registram leve queda de 0,03%, negociados perto de 29.580 pontos.
Os futuros de ações dos EUA apresentam resultados mistos, com os traders adotando uma postura cautelosa devido à alta dos preços do petróleo bruto. A contínua fricção geopolítica entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã sustenta as preocupações do mercado sobre o fornecimento global. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que o bloqueio naval dos EUA permanece em vigor, observando que atualmente não há negociações ativas com Teerã. Apesar das afirmações oficiais de que a via marítima regional está aberta e as minas foram removidas, os riscos de transporte permanecem elevados, resultando em trânsito severamente restrito pela região.
Essas pressões se somam à sessão de negociação regular de terça-feira, onde os três principais índices de referência perderam terreno pela terceira vez consecutiva. O Dow Jones caiu 0,22%, o S&P 500 recuou 0,69% e o Nasdaq Composite despencou 1,33%. O sentimento geral do mercado foi ainda mais prejudicado pela alta dos rendimentos globais de títulos e pela firmeza dos preços do petróleo, destacada pelo rendimento do Treasury de 30 anos atingindo uma máxima de 19 anos esta semana.
Rendimentos do Tesouro dos EUA revertem curso após testarem máximas recentes
Analistas do Deutsche Bank destacam que o mercado de títulos divergiu do padrão mais amplo, observando que “a principal exceção a esse padrão ontem foram os rendimentos do Tesouro dos EUA, que inicialmente pareciam destinados a novas máximas antes de recuar”. Essa reversão nos rendimentos sublinhou o tom mais suave nos dados recentes dos EUA e ajudou a aliviar parte da pressão de alta que vinha se formando no complexo de taxas.
A forte venda em ações de semicondutores e tecnologia liderou a desaceleração, com as fabricantes de chips ligadas à IA sofrendo perdas acentuadas. Os investidores agora voltam seu foco para o próximo lançamento das Atas da Reunião de Julho do Federal Reserve para obter mais direcionamento do mercado.
Venda de chips se aprofunda com temores de estagflação pesando sobre ações dos EUA
Estrategistas do Deutsche Bank destacam que o “cenário estagflacionário significou mais uma sessão difícil, com novas quedas em ambos os lados do Atlântico”. Nos EUA, eles observam que essa pressão fez com que “o S&P 500 (-0,69%) perdesse terreno pela terceira sessão consecutiva, com as ações de chips sendo o principal motor das quedas”. Refletindo esse desempenho inferior, o Deutsche Bank aponta que “o índice de semicondutores Philly (-4,98%) teve seu pior dia de agosto até agora”, sublinhando como a fraqueza no setor está amplificando as perdas gerais das ações.
