USD/CHF recua ligeiramente após registrar ganhos modestos no dia anterior, negociando próximo a 0,7850 durante o horário asiático na quarta-feira. O par permanece contido enquanto o Dólar dos EUA (USD) cede com a demanda por refúgio em declínio, impulsionada pela esperança do mercado de que os Estados Unidos e o Irã ainda possam fechar um acordo, apesar das tensões renovadas no Oriente Médio.
O ministério das Relações Exteriores do Irã condenou recentemente os ataques aéreos dos EUA na província sulista de Hormozgan, classificando-os como uma grave violação de uma frágil cessão-de-fogo de sete semanas. A condenação veio após relatos da mídia irã de explosões na região na manhã de terça-feira, após os quais o Líder Supremo iraniano Mojtaba Khamenei alertou que as potências do Golfo não mais protegerão bases dos EUA e que os EUA não terão mais um refúgio seguro na região.
Dados econômicos dos EUA também contribuíram para o clima do mercado, com o Índice de Confiança do Consumidor dos EUA caindo 0,7 ponto para 93,1 em maio, abaixo dos 93,8 revisados para cima em abril. Essa queda foi alimentada principalmente por preocupações com a inflação ligadas ao conflito com o Irã. Embora as famílias expressassem pessimismo generalizado em relação ao mercado de trabalho atual, anteciparam condições melhores até o final do ano.
Enquanto isso, os mercados monitoram de perto os próximos comentários dos formuladores de política do Federal Reserve, incluindo o vice-presidente Philip Jefferson e a governadora Lisa Cook, para avaliar como a inflação persistente impactará a política monetária futura. Os traders também aguardam a divulgação dos dados de abril dos Gastos de Consumo Pessoal dos EUA na quinta-feira para mais pistas de política.
O Franco Suíço (CHF) recebeu apoio com fluxos de refúgio em meio a tensões geopolíticas prolongadas e incertezas globais de comércio. O presidente do Banco Nacional Suíço (SNB), Martin Schlegel, afirmou recentemente que, embora a inflação suíça permaneça dentro da faixa de estabilidade de preços do banco central, o SNB mantém forte prontidão para intervir nos mercados de câmbio, se necessário.



