Dados de inflação ao produtor e ao consumidor nos EUA fortalecem a perspectiva de um primeiro corte de juros pelo Fed desde 2024. O dólar recua, com atenção ao índice de sentimento do consumidor da Michigan e ao PIB do Reino Unido, que influenciam câmbios e ouro em mercados globais.
O que observar nesta sexta-feira
O índice DXY, que acompanha o valor do dólar frente a seis divisas, cai cerca de 0,26% e fica em 97,54. Embora haja sinal de fundo já próximo de um piso, os riscos de queda permanecem conforme dados de empregos fracos alimentam inquietação antes da próxima reunião do FOMC.
EUR/USD recupera terreno após o BCE manter as taxas estáveis e a presidente Lagarde sinalizar que o processo de desinflação pode ter passado de fase. A moeda única volta a ficar acima de 1,17 diante da fraqueza do dólar, com expectativas de que o BCE mantenha política estável até o fim do ano.
GBP/USD ganha terreno e pode testar 1,3600 com a divulgação do PIB do Reino Unido na sexta-feira, com a leitura mensal próxima de zero por cento e crescimento anual estimado em 1,1% (revisões podem ocorrer).
USD/JPY vira para terreno negativo após dados dos EUA, com o par próximo de 147,00. Dados industriais japoneses de julho e a utilização da capacidade podem ditar a força do setor de manufatura, em meio a tensões políticas locais.
AUD/USD disparou a novas máximas anuais, aproximando-se de 0,6700, com o humor do mercado ainda favorável a ativos de risco. A agenda australiana está relativamente vazia, o que favorece movimentos baseados na percepção de risco global.
O ouro tem dificuldade para firmar um piso, mantendo-se em uma faixa de negociação entre 3630 e 3650 dólares a onça, conforme os participantes digerem os últimos dados econômicos dos EUA.