Contexto fiscal
O FMI alerta que a Austrália precisa de uma reformulação ampla do sistema tributário para estabilizar a dívida pública em ascensão, que deve exceder 1 trilhão de dólares no nível federal, acompanhado de responsabilidades estaduais em rápido crescimento.
Em sua revisão anual, o Fundo recomenda a reintrodução do imposto sobre mineração, o aumento da alíquota do GST (equivalente ao VAT), a retirada de algumas isenções do imposto de renda e a mudança dos tributos estaduais do stamp duty para impostos de propriedade de base ampla e recorrentes. Essas reformas são vistas como necessárias para compensar a queda de receita de renda e imposto sobre a corporativa e para apoiar a sustentabilidade fiscal de longo prazo.
O FMI também defende controle mais rígido de gastos, especialmente no NDIS e nos cuidados com idosos, e apela por uma estratégia fiscal nacionalmente coordenada para gerenciar a dívida estadual associada a investimentos em infraestrutura, saúde e setores sociais.
Apesar da pressão, o FMI aponta que a Austrália está logrando um “soft landing” pós-Covid, com o crescimento projetado de 1,8% em 2025 para 2,1% em 2026. No entanto, alerta para incertezas globais — incluindo possíveis consequências das políticas tarifárias do presidente Trump — que podem reduzir a demanda, atrasar a recuperação dos gastos privados e elevar o desemprego.