O Federal Reserve (Fed) dos EUA manteve sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50%-3,75% pela quinta reunião consecutiva, em 28/29 de julho. A decisão, no entanto, não foi unânime, com três votos a favor de um aumento de 0,25 ponto percentual (25 bps), indicando uma divisão crescente entre os membros do FOMC.
Os analistas Suan Teck Kin e Alvin Liew, do UOB, esperam um período estendido de pausa nas taxas durante o restante de 2026. A projeção aponta para a retomada do ciclo de flexibilização monetária apenas no próximo ano, com um corte previsto para o final do segundo trimestre de 2027 e outro para o final do quarto trimestre de 2027.
A principal razão para essa projeção é a expectativa de que a inflação transitória, impulsionada pelos preços do petróleo, diminua. No entanto, os analistas ressaltam os riscos elevados de um aperto monetário renovado, uma vez que a inflação permanece acima da meta estabelecida pelo Fed.
A ausência de orientação futura (forward guidance) por parte do Fed coloca um peso significativamente maior nos dados econômicos chave, especialmente os dados de inflação, para moldar as expectativas do mercado em relação à política monetária.
A próxima reunião do FOMC está agendada para 15/16 de setembro de 2026, com a decisão prevista para 17 de setembro, às 2h (horário de Singapura). Esta reunião será acompanhada por um resumo atualizado das projeções econômicas (SEP), incluindo o gráfico de pontos (Dotplot).


