Visão Geral
Contexto atual: a inflação alta e persistente continua no centro do debate sobre políticas monetárias e seu impacto no emprego. Segundo Hammack, é provável que esse patamar persista por boa parte de uma década.
“Estou preocupado com o mercado de trabalho. Mas olhando o equilíbrio entre o mercado de trabalho e a inflação, temos essa inflação alta e persistente que vai permanecer, e, no fim das contas, será boa parte de uma década.”
Principais pontos:
- Existem muitos contratos a renegociar no início do ano, o que pode levar ao repasse de preços.
- A pressão inflacionária vem principalmente do setor de serviços, não de bens importados.
- É difícil acreditar que os serviços essenciais, exceto a moradia, estejam sendo impulsionados por tarifas.
- Embora a inflação esteja em torno de 3%, a meta de 2% continua sendo a principal âncora para a credibilidade da política monetária.
- Não vejo, no momento, altas probabilidades de uma recessão no mercado de trabalho.
- Não há consenso de que a política monetária precise agir ainda mais pelo mercado de empregos neste momento.
“Para mim, voltar a 2% é crítico para a nossa credibilidade, e esse é o nosso objetivo.”
Conclusões: há uma leitura de que a meta pode ficar um pouco abaixo de 3%, mas o objetivo fundamental permanece chegar a 2% para manter a credibilidade da instituição.