Visão macro da BNY aponta que a redução do balanço do Fed está ganhando espaço na agenda, com a avaliação de que o tamanho do ativo pode encolher principalmente pela diminuição das reservas.
Estratégia do balanço e cortes de juros
O balanço do Fed segue no centro das atenções e tende a ocupar mais espaço nos próximos meses. A equipe tem discutido tanto a dinâmica do balanço quanto o nível de reservas. Ambos os temas estão conectados, já que as reservas representam uma parcela significativa da posição de passivos do banco central, até acima da moeda em circulação.
Vários dirigentes do Fed, incluindo nomes apontados como potenciais substitutos para a liderança, sinalizaram o desejo de reduzir o tamanho do balanço nos próximos anos. A estratégia principal envolve diminuir a oferta de reservas no sistema.
O conceito de trilema do balanço sugere que um balanço menor só seria viável se o Fed aceitar maior volatilidade no mercado de dinheiro ou realizar operações de open market com maior frequência para manter as taxas estáveis. Outros analistas como Perli (gerente SOMA da NY Fed) e Miran defendem que reduzir a demanda estrutural por reservas pelos bancos é uma via fora do trilema, permitindo um balanço menor sem aumentar a volatilidade.
Prevê-se que o Fed reduza as taxas no segundo semestre de 2026, embora o mercado ainda permaneça cético. Recentemente, houve um reajuste nas precificações de juros, sugerindo uma mudança de opinião entre operadores.
Para consolidar: se o conflito se acalmar até a metade do ano e os preços de energia e outros insumos permanecerem em baixa, existe um caminho plausível para cortes. Não esperamos que os preços retornem aos níveis pré-conflito, e nosso outlook não exige isso para manter o cenário básico.