Fed: Aumento de juros é improvável, segundo Commerzbank

O Commerzbank, através de seu analista Bernd Weidensteiner, argumenta que, mesmo com o mercado antecipando novas altas na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), a recente queda nos preços do petróleo e da gasolina deve levar a uma diminuição da inflação nos Estados Unidos. Essa desaceleração, segundo o banco, reduziria a pressão por novas elevações nos juros.

O banco alemão não espera que o Fed eleve as taxas de juros. Pelo contrário, projeta que cortes nas taxas possam ocorrer já no verão de 2027, quando a inflação estiver significativamente mais baixa. Essa possibilidade de corte, no entanto, não está sendo precificada pelo mercado atualmente.

Adicionalmente, o Commerzbank prevê que o dólar americano possa enfrentar nova pressão após o fim do conflito no Irã, especialmente porque o mercado já precificou um cenário de aperto monetário que o banco considera improvável. A instituição sugere que o Fed pode, na verdade, iniciar cortes de juros pronunciados e até excessivos em 2027, também em resposta a pressões políticas.

O banco também aponta que o dólar está vulnerável por estar significativamente sobrevalorizado em relação à paridade do poder de compra.