Resumo diário
O EUR/USD opera em alta, aproximando-se de 1.1750, o patamar mais alto desde o fim de julho, enquanto o dólar americano encontra pressão após o relatório de empregos da semana passada e as expectativas de cortes da Fed em setembro.
Na França, o premier François Bayrou enfrenta um voto de confiança crucial hoje, com sinais de derrota próximos e incerteza política que pode pesar sobre o euro. A dívida pública já fica em torno de 114% do PIB e o déficit ultrapassa limites da UE; o pacote de austeridade de €44 bilhões para 2026 propõe medidas controversas como redução de feriados nacionais e congelamento de pensões.
À medida que o BCE se aproxima da reunião de política monetária, espera-se que as taxas permaneçam em 2,00%, mantendo o ciclo de afrouxamento em pausa. Inflação em torno de 2,1% e crescimento moderado alimentam a cautela, com Lagarde na linha de frente de perguntas sobre possíveis cortes adicionais no fim do ano.
Do lado norte-americano, o DXY opera em torno de 97,5, com o mercado de trabalho mostrando sinais de enfraquecimento: desemprego em 4,3%. As probabilidades apontam para um ajuste de 25 bps ainda neste mês, com espaço reduzido para 50 bps; investidores aguardam CPI e PPI para avaliar o ritmo dos cortes do Fed.