EUR/USD sobe com apostas de cortes do Fed pesando sobre o dólar

  • O euro se recuperou de 1,1716 para 1,1763, com o mercado precificando um corte de 25 bps do Fed em setembro e odds reduzidas de 50 bps.
  • As vendas no varejo dos EUA devem ficar mais fracas em agosto, enquanto a produção industrial desacelera, pressionando o dólar.
  • A atenção na zona do euro volta-se para fala de gestores do BCE, dados de inflação na Itália, pesquisas ZEW e produção industrial da região.

O par EUR/USD avançou mais de 0,21% na segunda-feira, acompanhando o recuo da nota de crédito da França e a turbulência política, enquanto o apetite por cortes futuros tende a manter o dólar sob pressão. A cotação chegou a 1,1763 após tocar mínimas diárias em 1,1716.

Europa em foco: Fed, dados norte-americanos e falas da ECB

O cenário de mercado não mudou muito, com o Comitê de Mercado Aberto (FOMC) próximo de se reunir. Os mercados monetários já precificaram um corte de 25 pontos-base, com chances muito pequenas de uma redução de 50 pontos-base, conforme mostrado pelo termômetro de probabilidade de juros.

Além disso, o calendário econômico dos EUA aponta para o relatório de Vendas no Varejo de agosto, com estimativas de queda. Também se espera que a Produção Industrial mantenha a desaceleração em agosto.

Do lado externo, espera-se o discurso de um membro do Conselho do BCE. Em termos de dados, investidores vão observar a inflação da Itália, a pesquisa ZEW na Alemanha e os números de produção na zona do euro para setembro, além da produção industrial da região.

Perspectiva diária: EUR/USD firme acima de 1,1750

A tendência de alta permanece, com o par ainda bem posicionado para testar 1,1800. Rompendo esse nível, pode abrir caminho para testar o pico do ano em torno de 1,1829.

Por outro lado, um recuo abaixo de 1,1750 pode levar a quedas para 1,1700, com apoio noSMA de 20 dias em 1,1688 e noSMA de 50 dias em 1,1660.

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