Contexto do dia
O par EUR/USD recuou modestamente nesta terça-feira, com o dólar americano amaciando após a divulgação dos dados PMI, limitando parte das perdas vistas desde o início da sessão.
À medida que as cotações se aproximaram de 1.1590, o par caiu cerca de 0,2% no dia, após uma mínima intradiária de 1,1567. O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas, ficou estável próximo de 99,30 depois de recuar de cerca de 99,50.
Os mais recentes PMI, os primeiros desde a escalada no Oriente Médio, apontaram uma desaceleração generalizada na atividade empresarial tanto na zona do euro quanto nos EUA, reforçando temores de uma desaceleração global.
Nos EUA, o PMI composto caiu para 51,4 ante 51,9; o PMI de Serviços recuou para 51,1 frente a 51,7, ambos no menor nível em 11 meses. A manufatura permaneceu relativamente resiliente, subindo para 52,4 de 51,6.
Ainda pela manhã, os dados da zona do euro mostraram perda de dinamismo. O PMI Composto caiu para 50,5, o menor desde 11 meses, enquanto o PMI de Serviços recuou para 50,1; a manufatura, por sua vez, subiu para 51,4, o maior em quase quatro anos.
Especialistas destacaram que os resultados elevam os riscos de pressão inflacionária associada ao aumento de custos de energia, o que complica as perspectivas para as políticas monetárias. O debate principal envolve a possibilidade de o Fed manter as taxas em trajetória elevada até 2026, ao passo que o mercado precifica dois aumentos de juros pelo BCE, que até recentemente era visto como ausente de aperto adicional.
Funcionários do Conselho do BCE comentaram que novos aumentos de juros podem ser necessários se a inflação continuar pressionada pelas commodities energéticas; as expectativas de dois aumentos parecem plausíveis, ainda que dependam da evolução dos preços.
Essa combinação de dados reforça a percepção de que o conflito no Oriente Médio está pesando mais na economia global, tornando o cenário para bancos centrais ainda mais desafiador.
