O EUR/USD permanece pressionado pelo sexto dia consecutivo, sendo negociado perto de 1.1620 durante o pregão asiático desta segunda-feira. O par perde terreno com a valorização do Dólar Americano (USD), reflexo da mudança do Federal Reserve (Fed) para uma postura política mais agressiva em relação à inflação.
Diversos dirigentes do Fed enfatizaram recentemente que o controle da inflação é sua principal prioridade, sugerindo que novas altas nas taxas de juros podem ser necessárias caso as pressões de preços persistam. Os mercados financeiros aumentaram acentuadamente a probabilidade de uma alta de juros em dezembro para quase 48%, um salto significativo em relação aos apenas 14% de uma semana antes, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.
O Dólar também recebe suporte do aumento da demanda por ativos de refúgio em meio a conflitos geopolíticos em andamento. Os Estados Unidos (EUA) e o Irã continuam longe de um acordo para encerrar semanas de combates e reabrir o crucial Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, escalou as tensões ao alertar publicamente o Irã para que apresentasse progressos ou enfrentasse novas consequências. Com o estreito permanecendo efetivamente fechado, os preços globais do petróleo continuam a subir, o que impõe um pesado fardo econômico aos países que dependem fortemente de importações de energia. A ansiedade dos investidores globais é ainda maior com os alertas do líder chinês Xi Jinping ao presidente Trump de que Taiwan poderia desencadear confrontos diretos entre suas duas economias.
No entanto, a desvalorização do par EUR/USD pode ser contida, pois o Euro (EUR) pode ganhar terreno em meio ao sentimento hawkish em torno das expectativas da política do Banco Central Europeu (BCE).
Policymakers do BCE sinalizaram uma alta na taxa de juros para conter as expectativas de inflação persistentes. Uma pesquisa da Reuters indicou que 85% dos economistas indicaram que o banco central aumentaria sua taxa de depósito em 25 pontos base (bps) para 2,25% em junho, um aumento em relação a pouco mais da metade que esperava isso antes da reunião de abril.
Perguntas Frequentes sobre o Euro
O que é o Euro?
O Euro é a moeda dos 20 países da União Europeia que pertencem à Zona do Euro. É a segunda moeda mais negociada no mundo, atrás do Dólar Americano. Em 2022, representou 31% de todas as transações de câmbio, com um volume médio diário de mais de US$ 2,2 trilhões.
EUR/USD é o par de moedas mais negociado do mundo, respondendo por cerca de 30% de todas as transações, seguido por EUR/JPY (4%), EUR/GBP (3%) e EUR/AUD (2%).
O que é o BCE e como ele impacta o Euro?
O Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt, Alemanha, é o banco de reserva da Zona do Euro. O BCE define as taxas de juros e gerencia a política monetária.
O principal mandato do BCE é manter a estabilidade de preços, o que significa controlar a inflação ou estimular o crescimento. Sua principal ferramenta é o aumento ou a diminuição das taxas de juros. Taxas de juros relativamente altas – ou a expectativa de taxas mais altas – geralmente beneficiam o Euro e vice-versa.
O Conselho do BCE toma decisões de política monetária em reuniões realizadas oito vezes por ano. As decisões são tomadas pelos chefes dos bancos nacionais da Zona do Euro e seis membros permanentes, incluindo a presidente do BCE, Christine Lagarde.
Como os dados de inflação impactam o valor do Euro?
Os dados de inflação da Zona do Euro, medidos pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC), são um importante indicador econométrico para o Euro. Se a inflação subir mais do que o esperado, especialmente se acima da meta de 2% do BCE, isso obriga o BCE a aumentar as taxas de juros para controlá-la.
Taxas de juros relativamente altas em comparação com seus pares geralmente beneficiam o Euro, pois tornam a região mais atraente como um local para investidores globais alocarem seu dinheiro.
Como os dados econômicos influenciam o valor do Euro?
Divulgações de dados medem a saúde da economia e podem impactar o Euro. Indicadores como PIB, PMIs de Manufatura e Serviços, emprego e pesquisas de sentimento do consumidor podem influenciar a direção da moeda única.
Uma economia forte é boa para o Euro. Não só atrai mais investimento estrangeiro, mas pode encorajar o BCE a aumentar as taxas de juros, o que fortalecerá diretamente o Euro. Caso contrário, se os dados econômicos forem fracos, o Euro provavelmente cairá.
Os dados econômicos das quatro maiores economias da área do euro (Alemanha, França, Itália e Espanha) são especialmente significativos, pois respondem por 75% da economia da Zona do Euro.
Como a Balança Comercial impacta o Euro?
Outra divulgação de dados significativa para o Euro é a Balança Comercial. Este indicador mede a diferença entre o que um país ganha com suas exportações e o que gasta em importações durante um determinado período.
Se um país produz exportações muito procuradas, sua moeda ganhará valor puramente pela demanda extra criada por compradores estrangeiros que buscam adquirir esses bens. Portanto, uma Balança Comercial líquida positiva fortalece uma moeda e vice-versa para um saldo negativo.



