O par EUR/USD negocia em território negativo, próximo a 1.1620, durante a sessão asiática inicial desta quinta-feira. A escalada de tensões entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã continua a pesar sobre ativos de maior risco, como o Euro (EUR), em relação ao Dólar dos EUA (USD). O relatório de inflação do Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE) de abril dos EUA será o foco mais tarde no dia.
A Reuters relatou na quarta-feira que as forças militares dos EUA realizaram novos ataques no Irã, visando um site militar que representava uma ameaça às forças e ao tráfego comercial no Estreito de Ormuz. A fonte também disse que os EUA interceptaram e abateram múltiplos drones iranianos que representavam uma ameaça semelhante.
Separadamente, a Agência de Notícias Fars reportou que três explosões foram ouvidas a leste de Bandar Abbas e as defesas aéreas foram ativadas por vários minutos. Sinais de aumento das tensões no Oriente Médio e a falta de progresso no acordo de paz entre EUA e Irã podem fornecer suporte a uma moeda de refúgio como o Dólar dos EUA e atuar como um obstáculo para o par principal.
Por outro lado, comentários hawkish dos formuladores de política do Banco Central Europeu (BCE) podem ajudar a limitar as perdas da moeda comum. François Villeroy de Galhau disse na terça-feira que o banco central “fará o que for necessário” para manter a inflação sob controle.
Enquanto isso, a membro do conselho do BCE, Isabel Schnabel, afirmou que o banco central deve aumentar as taxas de juros em junho, mesmo que as conversas de paz em curso com o Irã resultem em um acordo, já que o conflito foi muito mais longo do que o projetado e os preços altos da energia estão se espalhando para a economia em geral.
Os mercados financeiros já precificaram totalmente dois aumentos na taxa de depósito do BCE de 2% e veem quase 50% de chance de uma terceira movimentação no próximo ano. Os economistas são mais cautelosos e veem apenas dois aumentos de taxas, seguidos por um corte em meados de 2027, mostrou uma pesquisa da Reuters.


