O analista Chris Turner, do ING, destaca que o EUR/USD apresenta um tom pesado, com riscos de desvalorização no curto prazo. Segundo ele, o recente aumento nos yields de curto prazo na Zona Euro — motivado pela alta nos preços do petróleo e pelo repasse de custos de insumos pelas empresas — não tem sido suficiente para sustentar o euro.
Yields em alta não impulsionam o Euro
Turner argumenta que, embora o mercado precifique uma probabilidade de 67% para um aumento de juros em junho, esse ajuste pode não ser o gatilho necessário para a recuperação da moeda. Para o especialista, o Banco Central Europeu (BCE) precisa se antecipar às expectativas de inflação, e não apenas acompanhá-las, para fortalecer a divisa.
Diferenciais de juros e cenário técnico
Atualmente, os diferenciais de taxas de juros reais de dois anos entre o EUR e o USD não favorecem o par. Além disso, dados fracos do Ifo alemão aumentam a cautela dos investidores. Com esse pano de fundo, o ING projeta que o “caminho de menor resistência” para o EUR/USD hoje aponta para o nível de 1.1630.
O cenário é agravado pela resiliência do dólar americano, que encontra suporte em temores inflacionários e na postura do Federal Reserve, mantendo o par sob pressão constante nas sessões europeia e americana.

