O par EUR/USD mantém sua trajetória de recuperação no início desta semana, sendo negociado próximo a 1.1740 nesta segunda-feira, com uma alta intradiária de 0,21%. O movimento estende o rebote iniciado na sexta-feira a partir da zona de 1.1670, ignorando, por ora, o cenário macroeconômico fragilizado na Zona Euro.
Dados recentes da Alemanha revelaram uma deterioração acentuada no sentimento do consumidor. O índice GfK caiu para -33,3 em maio, superando as expectativas negativas do mercado e atingindo o nível mais baixo em mais de três anos. O declínio reflete o impacto persistente das tensões geopolíticas e dos preços elevados de energia sobre as famílias europeias. Contudo, a reação do Euro (EUR) foi contida, com os investidores priorizando drivers externos.
Geopolítica e o recuo do DXY
O principal catalisador do mercado continua sendo o desenrolar dos eventos no Oriente Médio. Relatos de uma nova proposta de paz enviada por Teerã, que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, impulsionaram o apetite ao risco, pesando sobre a demanda pelo Dólar Americano (USD) como ativo de refúgio. Com isso, o Índice Dólar (DXY) apresenta queda generalizada.
Além disso, a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha as taxas de juros inalteradas no curto prazo, possivelmente adotando um tom mais dovish, contribui para a pressão vendedora sobre a moeda americana.
Semana decisiva para Bancos Centrais
O foco do mercado agora se volta para as reuniões de política monetária. Espera-se que o Fed mantenha as taxas na quarta-feira, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) deve seguir o mesmo caminho na quinta-feira. No entanto, o BCE pode sinalizar um aperto futuro diante das pressões inflacionárias persistentes. Analistas do ING sugerem que uma mensagem firme do BCE sobre possíveis altas de juros pode dar suporte adicional ao Euro no curto prazo.
Em suma, embora os fundamentos europeus demonstrem fraqueza, a dinâmica do EUR/USD segue ditada pelo fluxo do dólar e pelo sentimento de risco global.

