O Euro (EUR) registrou uma retração significativa frente ao Iene Japonês (JPY) nesta quinta-feira, recuando de picos acima de 187,50 para a região de 186,20. O movimento foi catalisado por alertas diretos de intervenção vindos de Tóquio, proferidos pela Ministra das Finanças, Satsuki Katayama.
Katayama afirmou que o momento para uma “ação decisiva” está próximo, indicando que as autoridades japonesas estão prestes a entrar no mercado de câmbio (FX). Os comentários surgem após o par USD/JPY ultrapassar o nível psicológico de 160,00, amplamente considerado uma “linha na areia” para o governo japonês.
Apesar do tom hawkish na última reunião do Banco do Japão (BoJ), o JPY apresentou o pior desempenho entre as moedas do G8. A alta nos preços do petróleo e os riscos logísticos no Estreito de Ormuz renovaram os temores sobre os impactos na economia japonesa, que é altamente dependente da importação de energia.
Dados mistos na Alemanha e inflação na Eurozona
Na Europa, o cenário econômico apresentou contrastes. O mercado de trabalho alemão decepcionou, com a taxa de desemprego subindo para 6,4% em março, superando o consenso de 6,3%. Segundo o Destatis, o número de desempregados aumentou em 20 mil pessoas, bem acima da projeção de 4 mil.
Esses dados ofuscaram o crescimento de 0,3% no PIB do primeiro trimestre, que superou a estimativa de 0,2%. Paralelamente, o Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP) preliminar da Eurozona subiu 3% na base anual em abril, vindo de 2,6% em março e superando as expectativas de 2,9%.
O foco do mercado agora se volta para o Banco Central Europeu (BCE). Embora a expectativa seja de manutenção das taxas de juros na reunião de hoje, a pressão inflacionária decorrente dos conflitos no Oriente Médio pode forçar a autoridade monetária a sinalizar novos aumentos de juros no curto prazo.


