EUR/GBP mantém perdas perto de 0,8650 após dados fracos da produção industrial alemã

O cruzamento EUR/GBP mantém perdas em torno de 0,8650 durante a sessão europeia da manhã de sexta-feira. O euro (EUR) enfraquece contra a libra esterlina (GBP) com os dados econômicos alemães desapontadores. Os traders se preparam para os discursos dos membros do Banco Central Europeu (BCE) mais tarde, incluindo Christine Lagarde, Luis de Guindos, Piero Cipollone, Isabel Schnabel e Joachim Nagel.

Dados divulgados pelo Destatis na sexta-feira revelaram que a atividade do setor industrial alemão caiu acentuadamente em março, com a Produção Industrial recuando 0,7% em relação ao mês anterior, ante uma queda de 0,5% anteriormente (revisado de -0,3%). Esse resultado ficou abaixo da expectativa de alta de 0,5%.

Em bases anuais, a Produção Industrial alemã registrou -2,8% em março, após a revisão de queda de 0,2% em fevereiro. O euro cedeu ligeiramente contra a libra em reação imediata ao relatório alemão pior que o esperado.

Comentários hawkish dos membros do BCE podem ajudar a limitar as perdas do euro. A membro do Conselho Executivo do BCE, Isabel Schnabel, reforçou as expectativas de que o banco pode elevar as taxas de juros já no próximo mês, afirmando que empresas e famílias estão reagindo de maneira preocupante aos preços globais de energia em alta.

Enquanto isso, o membro do Conselho do BCE, Piero Cipollone, observou na quarta-feira que a chance de um aumento da taxa de juros pelo banco central aumentou, pois as pressões inflacionárias são altas, mesmo que os dados de salários negociados mostrassem que as demandas por reajuste ainda não aumentaram.

No front do Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE) decidiu manter a taxa de juros em 3,75%, conforme amplamente esperado na última reunião, apresentando um cenário que sugere que aumentos de taxas podem ser apropriados, mas evitando qualquer compromisso prévio. O governador do BoE, Andrew Bailey, alertou para um “aperto vigoroso” se os choques de preços de energia do conflito no Oriente Médio continuarem a impulsionar a inflação.