EUR/CAD sob pressão: Euro recua mais que o Dólar Canadense e par testa 1.5950

O par EUR/CAD registra desvalorização pelo segundo dia consecutivo, sendo negociado na casa de 1.5960 durante a sessão europeia desta terça-feira. O cruzamento mantém as perdas à medida que o Euro (EUR) enfrenta dificuldades diante do aumento da demanda por ativos de proteção (safe-haven), motivado pela estagnação nas conversas de paz entre Estados Unidos e Irã.

Os participantes do mercado projetam que o Banco Central Europeu (BCE) manterá sua política monetária inalterada na reunião de quinta-feira, preservando a taxa de depósito em 2.0%, patamar vigente desde junho do ano passado. Os formuladores de política devem adotar uma postura de cautela (“wait-and-see”) dada a incerteza econômica gerada pelo conflito no Oriente Médio.

Fatores que limitam a queda do par

Embora o Euro esteja pressionado, o lado negativo do EUR/CAD pode ser limitado, já que o Dólar Canadense (CAD) também enfrenta desafios devido à aversão ao risco global. No entanto, o CAD, como moeda ligada a commodities, pode ganhar fôlego com a valorização do petróleo. O Canadá é o maior exportador de óleo bruto para os EUA.

Os preços do petróleo WTI subiram mais de 2% nesta terça-feira, operando em torno de $96.90 por barril. A alta é impulsionada pelo fechamento parcial do Estreito de Ormuz, o que restringe a oferta de energia vinda do Oriente Médio. No campo geopolítico, o governo de Donald Trump sinaliza que não deve aceitar a proposta iraniana para reabrir o estreito sem incluir o programa nuclear nas negociações.

Expectativas para o Bank of Canada (BoC)

O mercado aguarda a decisão do Bank of Canada nesta quarta-feira, com ampla expectativa de manutenção da taxa de juros em 2.25%. Contudo, os investidores estão divididos sobre se o banco central sinalizará um possível aumento futuro ou uma pausa prolongada até o fim do ano.

Em resumo, o EUR/CAD reflete um cenário de fraqueza relativa do Euro frente a um Dólar Canadense que, embora pressionado pelo sentimento de risco, é sustentado pelo aperto no mercado de energia.