Contexto
Anos após Fukushima, parecia improvável, mas ficou cada vez mais claro que a energia nuclear é o caminho para eletricidade limpa, abundante e confiável. A tecnologia está testada e precisa apenas dos defensores certos.
Os EUA anunciaram um acordo de US$ 80 bilhões com a Westinghouse Electric Company para construir dez grandes reatores nucleares em território americano, um dos maiores compromissos do país com a energia nuclear na história.
A meta é ter todos os dez reatores em construção até 2030, usando o projeto AP1000 da Westinghouse, um reator de água pressurizada da geração III+ já licenciado e utilizado internacionalmente.
Estrutura e impactos
A Westinghouse é controlada pela Brookfield Renewable Partners e pela Cameco, com a Brookfield possuindo 10% do capital. Ambas são empresas canadenses cujas ações tiveram valorização expressiva recentemente.
Segundo relatos, o acordo prevê cláusulas para a possibilidade de o governo americano adquirir 20% da Westinghouse assim que a empresa distribuir mais de US$ 17,5 bilhões entre seus acionistas privados.
Autoridades descrevem o programa como um pilar da política industrial, visando garantir suprimento estável de energia para setores estratégicos como inteligência artificial, manufatura de defesa e processamento de minerais críticos.
O objetivo é acelerar o desenvolvimento, a implantação e o uso de tecnologias nucleares avançadas, fortalecendo a segurança energética e a infraestrutura crítica. Junto com a Westinghouse, queremos impulsionar a energia dos EUA, criar empregos bem remunerados e posicionar o país na vanguarda da retomada nuclear.
Este movimento indica que os EUA estão firmes no caminho da expansão energética, com apoio de investimentos e uma visão de longo prazo para manter a liderança no setor.