A BNP Paribas estima que o Produto Interno Bruto da zona do euro suba para 1,6% em 2026, frente a 1,5% em 2025, apoiado por medidas fiscais alemãs, maior gasto em defesa e investimentos em IA. Contudo, um choque energético ligado aos acontecimentos no Oriente Médio pode levar o BCE a seguir com um aperto adicional.
Choque energético impulsiona aumentos de juros do BCE
Depois de manter o ritmo em 2025 (1,5%), espera-se que o crescimento se fortaleça em 2026 (1,6%).
Espera-se que a economia cresça a uma taxa trimestral estável de 0,5% ao longo do ano.
A implementação de medidas fiscais na Alemanha, aliada ao aumento planejado de gastos militares e de investimentos em IA na Europa, em um cenário de mercado de trabalho resiliente, sustenta esse panorama.
Essa dinâmica, no entanto, será abalada pelo choque energético relacionado aos desenvolvimentos no Oriente Médio, o que nos leva a revisar nosso cenário de política monetária para 2026: o BCE realizaria três aumentos de juros sucessivos (junho, julho e setembro), elevando a taxa de depósito para 2,75%.
Nesse contexto, esse aperto monetário aumentaria a incerteza sobre a perspectiva de crescimento, sem invalidá-la neste estágio.

