O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas, manteve-se acima de 98,00 nesta sessão, impulsionado pela fraca surpresa de dados dos EUA e pela ausência de novidades no front econômico. Analistas da ING destacam que o ritmo contido da divulgação de indicadores tem sustentado a força da moeda norte-americana.
Fatores monitorados pelos operadores incluem o tom de inflação, a trajetória das taxas de juros e o caminho da política monetária do Federal Reserve. Com o dólar conservando terreno, ativos sensíveis ao câmbio, como metais e commodities, registraram movimentos moderados, enquanto os rendimentos dos Treasuries oscilaram dentro de uma faixa estreita.
O radar permanece voltado para o calendário de próximos dados de inflação e emprego, que podem ditar a direção da próxima fase do aperto monetário. Caso surjam sinais de maior rigidez na economia americana, o DXY pode manter o suporte acima de 98,0, mantendo o dólar em posição de vantagem frente a outras moedas.
Mercados globais adotam uma postura cautelosa, dadas as incertezas sobre a economia global, a recuperação desigual e as tensões geopolíticas que afetam o apetite por risco. A ING ressalta que, embora o momento atual seja de referência estável, o desenrolar de dados-chave nos EUA nos próximos dias será decisivo para a inclinação de curto prazo do DXY.

