Resumo do cenário: O rali recente do dólar não teve gatilho claro além da reversão em títulos de longo prazo ao redor do mundo, incluindo os gilts do Reino Unido. Questões de dívida fora dos EUA ajudam a recompor posições, mas esse movimento não deverá sustentar o dólar até a divulgação de novos dados e ao provável afrouxamento do Fed, segundo analistas de câmbio da ING.
Risco de queda para o DXY hoje
Dados de empregos ganham peso após o reconhecimento de que os riscos associados ao mercado de trabalho podem superar as preocupações com a inflação. A atenção tende a se voltar para indicadores além das folhas de pagamento oficiais, especialmente diante de questões de credibilidade após mudanças na liderança do BLS.
O relatório JOLTS de julho é crucial. Espera-se que as vagas abertas tenham recuado, mas o patamar permanece bem acima da média de 2018-19, o que pode despertar preocupações. Alterações nos dados de demissões podem ter impacto maior. A narrativa atual aponta para uma economia com mercado de trabalho ainda resistente, tornando a manutenção de baixas demissões importante para evitar uma reprecificação agressiva para um viés dovish.
O Beige Book do Fed, também divulgado hoje, oferecerá insights regionais — principalmente sobre a transferência de tarifas para os preços. Também haverá comentários de um votante do FOMC com viés mais hawkish. Não há um caso fundamental convincente para justificar a força recente do dólar, e espera-se algum risco de recuo do DXY conforme o movimento se desfaz antes do payroll de sexta-feira.