O Dólar Index (DXY), que mede a força da moeda americana contra uma cesta de divisas, luta para sustentar os ganhos recentes e oscila em um intervalo durante a sessão asiática desta terça-feira. O índice negocia próximo a 99.75, praticamente estável no dia, enquanto aguarda novos desdobramentos na crise do Oriente Médio e a divulgação dos últimos dados de inflação dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a demanda do Irã por compensação por danos de guerra, atribuindo ao país a responsabilidade pelas perdas de vidas e destruição na região. Em resposta, o Irã descartou futuras negociações com Trump, afirmando que só retomará o diálogo após o fim do mandato do presidente americano em 20 de janeiro de 2029. Traders rapidamente precificaram um prêmio de risco geopolítico, o que tende a favorecer o dólar americano (USD) como ativo de refúgio.
Paralelamente, o impasse EUA-Irã diminui as esperanças de uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz. Adicionalmente, o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb permanece restrito devido ao bloqueio naval dos Houthis contra a Arábia Saudita, alimentando preocupações com o fornecimento e impulsionando uma nova alta nos preços do petróleo. Isso mantém os riscos inflacionários e as apostas por ao menos um aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) em pauta, o que sustenta os rendimentos dos títulos do Tesouro americano em níveis elevados e favorece os compradores do DXY.
No entanto, os investidores evitam apostas direcionais agressivas e preferem aguardar mais sinais sobre o futuro caminho da política monetária do Fed. Assim, o foco permanecerá nos dados de inflação ao consumidor dos EUA (CPI), previstos para quarta-feira, seguidos pelo Índice de Preços ao Produtor (PPI) na quinta-feira. Esses dados cruciais, juntamente com as notícias geopolíticas, desempenharão um papel fundamental em fornecer um impulso significativo ao USD e influenciar a trajetória de curto prazo.


