Dólar: Expectativas de Juros e Apoio à Cobertura de Crises – Commerzbank

Resumo: O dólar americano teve ganhos de curto prazo com a tensão no Oriente Médio, mas parte desse movimento já recuou. O mercado reprecificou cortes de juros e incorporou a possibilidade de altas pelo BCE e BoE. A combinação de volatilidade implícita baixa e riscos geopolíticos persistentes mantém atratividade para proteção em dólar.

Atenção aos fatores que moldam o câmbio

Recentes rumores sobre um acordo entre Irã e EUA reduziram a escalada, porém o mercado deve considerar três pontos importantes:

  • 1) Expectativas de política monetária: após o choque no preço do petróleo, as estimativas de juros migraram para menos cortes e mais altas, mesmo com a trégua trazendo alívio.
  • 2) Banco Central e horizonte de ajuste: a previsão aponta para duas altas do BCE e, ao menos, uma do BoE até o fim do ano. Uma reversão significativa depende de um desfecho duradouro do conflito e da reabertura do Estreito de Hormuz.
  • 3) Volatilidade e cenários de crise: a volatilidade implícita voltou a níveis baixos. Mesmo com fim do conflito, o mercado espera novas crises, com o Fed no centro das atenções. Os riscos geopolíticos sinalizam que há espaço para proteção adicional.
  • 4) O papel do dólar: o USD foi um dos maiores ganhadores de curto prazo, mas grande parte dessa força já foi precificada. Ainda assim, o mercado permanece incerto sobre reversões de risco e falta de normalização pré-guerra.

Para quem participa do mercado, manter a cobertura de posição em dólar pode fazer sentido enquanto buscamos uma recuperação estável até uma normalização global.