O par AUD/USD estendeu seus ganhos pelo segundo dia consecutivo, sendo negociado em torno de 0.7160 durante as primeiras horas da sessão europeia nesta segunda-feira. A valorização do Dólar Australiano (AUD) é sustentada pela escalada nos preços de energia e pelo fortalecimento das apostas em novos aumentos de juros pelo Reserve Bank of Australia (RBA).
O mercado aguarda com cautela o relatório do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março, previsto para quarta-feira. A expectativa é que a inflação anual chegue a 4,7%, patamar significativamente acima da meta de 2% a 3% estabelecida pelo RBA. Qualquer leitura acima do esperado pode consolidar a previsão de uma alta de 25 pontos-base na reunião de 5 de maio. Atualmente, os contratos futuros da taxa de juros interbancária de 30 dias da ASX indicam uma probabilidade de 74% para um ajuste para 4,35%.
Embora o Dólar Americano (USD) tenha enfrentado uma leve retração, o cenário geopolítico ainda oferece suporte à moeda americana como ativo de segurança. As tensões entre Israel e Hezbollah se intensificaram, colocando sob pressão a extensão do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.
No front diplomático, o presidente Donald Trump cancelou o envio de uma delegação ao Paquistão para possíveis diálogos diretos com o Irã. Paralelamente, surgiram relatos de que o Irã teria apresentado uma nova proposta aos EUA visando a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim das hostilidades, sugerindo o adiamento das negociações nucleares em troca de uma resolução duradoura para o conflito regional.
Fatores que impulsionam o AUD
O Dólar Australiano é fortemente influenciado pelas decisões de política monetária do RBA e pelo desempenho das commodities, especialmente o minério de ferro, principal item da pauta de exportação do país. Além disso, a saúde econômica da China, maior parceiro comercial da Austrália, e o sentimento global de risco (risk-on/risk-off) desempenham papéis cruciais na volatilidade da moeda.


