Dois termos podem reescrever o Fed: o que acontece se o ‘emprego máximo’ for eliminado?

Seis palavras podem encerrar o mandato duplo do Federal Reserve.

O Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, presidido pelo deputado French Hill (R-AR), está analisando o projeto de lei H.R. 5396, a Lei de Estabilidade de Preços de 2025. A proposta, introduzida em setembro de 2025, visa alterar a Seção 2A do Federal Reserve Act, removendo a meta de ‘emprego máximo’ e mantendo apenas ‘estabilidade de preços’.

Essa mudança eliminaria o mandato duplo do Fed, em vigor desde 1977. Defensores argumentam que um foco único na inflação aumentaria a responsabilidade e alinharia os EUA a bancos centrais como o BCE e o BoE. Críticos alertam que, com o crescimento de empregos estagnado e o subemprego em alta, o Fed perderia autoridade legal para agir em uma retida do mercado de trabalho.

O timing é crucial: o índice de preços ao produtor (PPI) de abril subiu 6% interanual, reacendendo o debate sobre o mandato duplo entre traders.

O Federal Reserve atua ajustando taxas de juros para controlar a inflação e o emprego. Reuniões de política monetária ocorrem oito vezes por ano, com o FOMC avaliando condições econômicas. Em crises, o Fed pode usar flexibilização quantitativa (QE) ou aperto quantitativo (QT) para influenciar a oferta de crédito e o valor do dólar.