Disney cai 8% ao menor nível desde maio após resultados financeiros

A sessão de ações hoje na bolsa mostrou desafios para a Disney, com perdas expressivas já na abertura.

As ações caíram 8,8% logo após a abertura, atingindo o menor nível desde maio, após o anúncio dos resultados do quarto trimestre fiscal.

Resultados-chave (fiscal Q4 2025)

  • EPS ajustado: US$ 1,11 ante US$ 1,05 estimado

  • Receita: US$ 22,5 bilhões, estável em relação ao ano anterior e ligeiramente abaixo da previsão de US$ 22,75 bilhões

Streaming / DTC (o ponto positivo)

  • Lucro de streaming +39% na comparação anual, chegando a US$ 352 milhões

  • Disney+ e Hulu adicionaram 12,5 milhões de assinantes, elevando a base combinada para cerca de 196 milhões

Parks & Experiences (ainda sólido)

  • Lucro operacional da unidade de “experiências” (parques, resorts, cruzeiros) subiu 13% na base anual, para US$ 1,88 bilhão, impulsionado por mais dias de cruzeiro e pela Disneyland Paris

  • Este é um sinal positivo para a economia e o consumidor

Entretenimento / TV / ESPN (o desafio)

  • Lucro da divisão de Entretenimento caiu mais de um terço, para US$ 691 milhões, refletindo um lineup de filmes menos forte que no ano anterior

  • Lucro da TV tradicional caiu 21%, para US$ 391 milhões; ESPN também registrou queda

As tendências de cabo/linear mais fracas pressionaram a receita abaixo do consenso, reforçando o argumento negativo sobre as ações. A boa notícia é que o dividendo foi aumentado em 50% para US$ 1,50 por ação e houve recompra de ações.

Há uma transição em curso que funciona como o principal argumento de venda para as ações da Disney, algo que os consumidores também parecem adotar, à medida que o streaming ganha espaço sobre o cabo. Executivos destacaram que, ao seguir em frente, a Disney continua a estabelecer o Direct-to-Consumer como motor central de crescimento. Em entrevista, o CEO Bob Iger ressaltou que, olhando adiante, a empresa está posicionada para continuar expandindo o streaming no ano fiscal de 2026.