Deutsche Bank afirma que a ofensiva fiscal da nova primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, atrasará o aperto do BoJ até 2026

O Deutsche Bank aponta que a nova liderança política do Japão, sob Sanae Takaichi, deve iniciar uma era de estímulo fiscal agressivo, posição descrita pelo economista Ken Koyama como favorecendo uma “economia de alta pressão”.

  • Koyama disse que a agenda pró-crescimento de Takaichi, marcada por gastos elevados, surge em meio a déficits de mão de obra crônicos, inflação persistente e um yen enfraquecido, fatores que podem testar a sustentabilidade de estímulos adicionais.

O Deutsche Bank espera que o Bank of Japan (BoJ) adie a próxima alta de juros, com a primeira movimentação estimada para janeiro de 2026, seguida de novos aumentos em julho de 2026 e janeiro de 2027, levando a taxa de política monetária a 1,25%.

  • A mudança de cenário reflete uma revisão aguda das expectativas do mercado: antes do fim de semana, havia 58% de probabilidade de alta de juros em outubro, caindo de 68% no fim de setembro. Essa probabilidade caiu para apenas 23% diante de expectativas de política monetária mais branda por mais tempo.

A visão revisada do BoJ, segundo o Deutsche Bank, sinaliza uma divergência prolongada com os EUA, mantendo o USD/JPY próximo de 150. A combinação de expansão fiscal e aperto atrasado pode fortalecer a fraqueza do iene no início de 2026, mesmo com a inflação acima da meta.