O ouro é tradicionalmente visto como proteção em cenários de volatilidade e inflação. Recentemente, analistas da Deutsche Bank destacam a importância da demanda inelástica para o desempenho do metal amarelo.
Por que a demanda é inelástica?
Ao contrário de ativos sensíveis a variações de produção ou ciclos de consumo, o ouro tende a manter a procura estável diante de choques econômicos, geopolíticos ou de políticas monetárias restritivas. Isso ocorre porque o ouro funciona como reserva de valor e hedge, atraindo investidores institucionais e varejo.
Implicações para o mercado
Quando a demanda é menos sensível a quedas de preço, a volatilidade tende a diminuir, permitindo que o ouro se consolide como ativo defensivo. A Deutsche Bank aponta que, em cenários de inflação elevada, a demanda inelástica pode sustentar as cotações, mesmo com variações de oferta.
Riscos e oportunidades
- Risco: caso a liquidez do mercado se deteriore, a demanda inelástica pode não ser suficiente para sustentar quedas rápidas.
- Oportunidade: políticas monetárias mais suaves ou estímulos geopolíticos podem fortalecer a demanda baseada em valor e proteção de patrimônio.
Em resumo, a visão é de que a força da demanda inelástica ajuda a explicar por que o ouro permanece resiliente em diferentes cenários, reforçando seu papel como ativo estratégico em carteiras diversificadas.