Declaração completa da decisão de política monetária do FOMC em setembro

Indicadores econômicos recentes indicam que a atividade econômica desacelerou na primeira metade do ano. A criação de empregos desacelerou, a taxa de desemprego subiu levemente, mas permanece baixa. A inflação aumentou e continua em patamar relativamente elevado.

O Comitê busca manter o pleno emprego e manter a inflação em torno de 2% a longo prazo. A incerteza sobre o cenário econômico permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos de ambos os lados de seu mandato duplo e entende que os riscos de menor desempenho do emprego aumentaram.

Para apoiar esses objetivos e diante da mudança no equilíbrio de riscos, o Comitê decidiu reduzir a faixa-alvo da taxa de fundos federais em 0,25 ponto, para 4,0% a 4,25%. Ao considerar novos ajustes na faixa, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, o panorama que está se desenvolvendo e o equilíbrio de riscos. O Comitê continuará reduzindo suas holdings de títulos do Tesouro, dívida de agências e títulos lastreados em hipotecas de agências. O Comitê está firmemente comprometido em sustentar o pleno emprego e em devolver a inflação à meta de 2%.

Na avaliação da postura adequada da política monetária, o Comitê acompanhará de perto como as informações novas afetam o panorama econômico. Está preparado para ajustar a política monetária, conforme necessário, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos. As avaliações levarão em conta uma ampla gama de informações, incluindo condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias, expectativas de inflação e desdobramentos financeiros e internacionais.

Votos e decisões Os votantes a favor da ação foram: Jerome H. Powell, Chairman; John C. Williams, Vice Chair; Michael S. Barr; Michelle W. Bowman; Susan M. Collins; Lisa D. Cook; Austan D. Goolsbee; Philip N. Jefferson; Alberto G. Musalem; Jeffrey R. Schmid; Christopher J. Waller. A objeção foi apresentada por Stephen I. Miran, que preferia uma redução maior de 0,5 ponto percentual nesta reunião.

Projeções e perspectivas Quanto às projeções para o PIB, desemprego, PCE e o caminho futuro da taxa, a perspectiva aponta a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto entre agora e o fim do ano. A projeção indica uma redução de 3,9% para 3,6% e, em 2026, a taxa encerra o ano em 3,4%.

Para o PIB, desemprego e inflação do PCE, as projeções indicam:

  • PIB: crescimento maior em 2025 e 2026, com 1,6% no fim de 2025 e 1,8% no fim de 2026, ambos 0,2 ponto percentual acima das projeções de junho.
  • Desemprego: mantido em 4,5% em 2025 e 4,4% no fim de 2026, abaixo de 4,5% em junho.
  • Inflação do PCE: permanece em 3% no fim de 2025 e sobe para 2,6% no fim de 2026 (de 2,4%).
  • Inflação núcleo do PCE permanece em torno de 3,1% no fim de 2025 e chega a 2,6% em 2026 (de 2,4%).

Sobre a inflação, não esperam que volte a 2% até 2028.