Uma leitura recente aponta que a confiança do consumidor nos EUA caiu em novembro, chegando a 88,7 pontos, contra a estimativa de 93,4. O mês anterior ficou em 94,6, reforçando a tendência de enfraquecimento da confiança do consumidor.
Contexto e componentes O Conference Board destaca que todos os componentes da pesquisa tiveram fraco desempenho ou mostraram sinais de fraqueza. O Índice da Situação Atual recuou, com os consumidores menos otimistas sobre as condições de negócios e o mercado de trabalho.
O diferencial do mercado de trabalho, que mede a parcela de pessoas que consideram empregos “suficientes” menos a parcela que diz que é difícil encontrar vagas, recaiu novamente após uma breve recuperação em outubro. Os três componentes do Índice de Expectativas também pioraram em novembro, com perspectivas mais sombrias para os próximos seis meses. As previsões sobre o mercado de trabalho em meados de 2026 permaneceram negativas, e as expectativas de renda familiar recuaram consideravelmente após leituras fortes nos meses anteriores.
Em termos de fatores que influenciam a economia, as respostas abertas continuam destacando preços e inflação, tarifas e comércio, além de mencionar o impacto da política pública, incluindo o risco de um possível fechamento do governo federal. As referências ao mercado de trabalho diminuíram um pouco, mas continuam entre os temas mais citados. No conjunto, o tom de novembro foi ligeiramente mais negativo que o observado em outubro.
Quanto às expectativas inflacionárias, a mediana das projeções de 12 meses permaneceu elevada em novembro, situando-se em 4,8%. A parcela de consumidores que espera aumento das taxas de juros caiu para aproximadamente 50%, enquanto a parcela que antecipa reduções também diminuiu. As perspectivas para os preços das ações em doze meses permaneceram positivas, ainda que com menor confiança que no mês anterior.
O editor aborda ainda os índices de Situação Atual e de Expectativas para contextualizar as leituras mais recentes.