Cortes de juros até o fim do ano
- Fed: 17 pb (68% de probabilidade de corte na próxima reunião)
- 2026: 82 pb
- ECB: 1 pb (96% probabilidade de não haver mudança na próxima reunião)
- 2026: 12 pb
- BoE: 8 pb (68% probabilidade de não haver mudança na próxima reunião)
- 2026: 64 pb
- BoC: 3 pb (91% probabilidade de não haver mudança na próxima reunião)
- 2026: 12 pb
- RBA: 2 pb (92% probabilidade de manter inalterado na próxima reunião)
- 2026: 25 pb
- RBNZ: 21 pb (83% probabilidade de corte na próxima reunião)
- 2026: 35 pb
- SNB: 2 pb (94% probabilidade de não haver mudança na próxima reunião)
- 2026: 7 pb
Alta de juros até o fim do ano
- BoJ: 7 pb (73% probabilidade de não haver mudança na próxima reunião)
2026: 45 pb
*A precificação para 2026 reflete o total de cortes esperados até o final de 2026, não o montante de cortes apenas neste ano.
A primeira mudança significativa ocorreu na precificação do mercado da RBA após o relatório trimestral de CPI australiano acima do esperado. A governadora Bullock adotou um tom mais duro, mas afirmou estar aberta a mudar de ideia caso as previsões se provem erradas e os dados venham mais fracos que o esperado.
Na prática, os cenários mostraram-se desafiadores para qualquer confirmação de cortes no curto prazo: o CPI Trimmed Mean subiu 1,0% no trimestre, frente à previsão de 0,6% e acima do pior cenário de 0,9%. O mercado, obviamente, retirou as apostas de cortes e já precifica o próximo corte apenas em junho de 2026, no mínimo.
Em seguida, a decisão do Fed veio com uma redução de 25 pb e o fim do QT, como era esperado. Porém, o destaque ficou com a fala do presidente Powell: “um corte em dezembro não está garantido — nem de longe.” O mercado reagiu imediatamente, reduzindo as probabilidades de um corte em dezembro. Ele repeteu a ideia diversas vezes, sugerindo que pode realmente não haver corte em dezembro, dependendo dos dados. Se os dados não aparecerem devido ao shutdown, eles podem nem cortar, pois estariam “pilotando no nevoeiro”.
Por fim, a decisão do BoJ manteve o banco inalterado, com dois dissidentes hawkish, como esperado. O governador Ueda sinalizou na coletiva que o próximo movimento pode atrasar para o início de 2026, talvez janeiro ou março, para observar a dinâmica das negociações salariais da primavera.