O mercado de cobre passa por uma fase de estabilização, mas estoques elevados limitam o quanto os preços podem se recuperar no curto prazo. Dados de depósitos de cobre mostram que as entradas continuam acima das saídas, sustentando uma pressão de oferta que tira impulso da retomada da demanda.
Segundo analistas do ING, a recuperação dos preços permanece dependente de uma redução nos estoques globais e de sinais de retomada na demanda de setores chave, como manufatura e construção. Enquanto isso, contratos futuros refletem cautela entre traders, com volatilidade ainda presente diante de dados de produção e importação de grandes consumidores.
Não obstante, alguns fatores ajudam a sustentar o mercado: incentivos de produção em regiões com estoques mais baixos e melhorias pontuais na demanda asiática. Ainda assim, o quadro permanece definido pela posição de estoques elevados, que atuam como um freio à retomada acelerada.
O que observar nos próximos meses: evolução dos estoques, novas políticas de consumo e a dinâmica entre oferta e demanda em grandes regiões consumidoras. Uma recuperação mais sólida exigiria uma queda consistente dos estoques e um giro mais firme na demanda global.