Cobre Atinge Máximas Históricas Impulsionado por Tarifas dos EUA e Preocupações com Oferta

O preço do cobre acelerou sua escalada nesta semana, atingindo um recorde histórico de US$ 14.697 por tonelada na London Metal Exchange (LME) na terça-feira. A commodity tem se valorizado continuamente nos últimos três meses e acumula uma alta de 2,75% em setembro. Analistas de mercado apontam novas tarifas dos EUA e preocupações com escassez de oferta como os principais impulsionadores da valorização do XCU/USD.

Estrategistas do Deutsche Bank destacam que o cenário de inflação é reforçado pelo movimento recente dos metais industriais, com o cobre atingindo um recorde histórico (+0,57%) na LME, superando os US$ 14.415 por tonelada. Eles observam que essa força ocorre em meio a preocupações contínuas com a oferta e a perspectiva de potenciais tarifas dos EUA sobre o cobre.

Restrições na oferta contribuem para a alta dos preços

Da mesma forma, estrategistas do Commerzbank observam que o cobre “disparou para uma máxima histórica na London Metal Exchange, impulsionado pela antecipação de que a administração Trump expandirá as tarifas dos EUA sobre importações de metais refinados”. O Commerzbank acrescenta que “os preços do cobre continuam pairando perto de suas máximas históricas”, com suporte vindo de relatórios que indicam que “a produção de cobre do Chile, que já vinha enfrentando dificuldades há algum tempo, caiu 9,4% ano a ano devido a condições climáticas adversas”.

Estrategistas também apontam que “os dados da balança comercial são relevantes para os mercados de metais básicos”, argumentando que “a força contínua nas exportações gerais, como sugerido pelos últimos indicadores de sentimento, proporcionaria suporte aos preços”.

Segundo o TD Securities, “o contínuo esgotamento de estoques em meio à incerteza tarifária e condições físicas mais apertadas na China oferecem suporte ao cobre, enquanto condições de concentrado apertadas também oferecem suporte ao zinco”, ressaltando como tanto o risco político quanto a escassez do mercado físico estão sustentando o complexo.

Análise Técnica: Indicadores de Momentum mostram um rali esticado

O XCU/USD é negociado a US$ 14.687 no momento da escrita, estendendo um viés de alta de curto prazo com indicadores de momentum mostrando níveis de sobrecompra na maioria dos prazos. O Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico diário está ligeiramente acima de 72, e o MACD (Moving Average Convergence Divergence) permanece positivo e em ascensão, indicando um momentum de alta ainda forte, mas potencialmente esticado.

Na ponta superior, os compradores podem encontrar alguma resistência na extensão de Fibonacci de 127,2% do rali de março a maio, em US$ 14.860, e no nível psicológico de US$ 15.000. Uma reação de baixa, por outro lado, provavelmente será testada na linha de tendência ascendente a partir das mínimas de março, agora em torno de US$ 14.100, antes da mínima de 19 de agosto em US$ 13.861, e das mínimas de 23 e 29 de julho perto da região de US$ 13.600.